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Archive for the ‘Reviews’ Category

Teste à bolsa Maya para Netbook

December 7th, 2009 No comments

A Proporta é líder mundial de acessórios para PDA’s, iPod e outros gadgets. Com o amadurecimento do mercado – especialmente no que toca aos pequenos netbooks – a Proporta surpreendeu ao apresentar uma linha de acessórios dedicados especialmente aos pequenos portáteis e para os seus utilizadores.

A capa Maya segue esta linha de inovação, ao levar a qualidade e design habituais da Proporta ao segmento dos netbooks. Construída em couro muito suave, a capa prima pela sua beleza, qualidade de construção e protecção do equipamento.

Design

A capa em teste é construída em couro e tecido suave a forrar o interior. O fecho é feito em velcro com uma área relativamente pequena, pelo que não é necessária muita pressão para abrir e fechar a capa.

O estilo de design “Maya” está patente em todo o acessório, desde as linhas no canto inferior esquerdo, contraste dos postos de costura, tipo de couro usado e suavidade de todo o material. Para além da protecção, esta capa é sem dúvida um acessório de moda.

Utilização

A capa Maya serve para a maioria dos netbooks de 10”, neste caso usada com um Asus EEEPC 1008HA. Devido ao material usado na sua construção, a fina camada de couro e tecido protector acrescenta pouco volume ao netbook, ao mesmo tempo que o protege de riscos e arranhões.

Esta capa é recomendada para os utilizadores que transportam o seu netbook dentro de uma bolsa maior, em conjunto com livros, chaves e canetas, onde o impacto e fricção são maiores. É um acessório que substitui a 100% a capa que acompanha a maioria dos netbooks de fábrica, mas cujo volume e material são muitas vezes desagradáveis.

Conclusões:

Esta é sem dúvida uma boa companheira de qualquer netbook de 10”. O baixo perfil, aliado ao design e protecção, fazem da Maya um “must-have” a ter dentro de qualquer mala.

No entanto, devido a estas características peculiares, o Maya deve ser usada em complemento com uma bolsa de transporte de portáteis e/ou bolsas, já que o seu objectivo é a protecção contra riscos e arranhões. Falta à Proporta criar uma bolsa de transporte de portáteis (acolchoada) com o design e materiais Maya.

Nota Final: 4 em 5 pontos possíveis.

Link: Capa Maya da Proporta

Testes a acessórios Proporta em breve

November 10th, 2009 No comments

Recebi excelentes notícias da colega Jessica Santos, da Proporta.com, a indicar que estão disponíveis para análise alguns acessórios da marca.

Em princípio, o mobilidades.net vai retomar os testes a acessórios para Netbooks e, pela primeira vez, a acessórios para GPS. Os leitores que se mantenham atentos ao nosso RSS ou Twitter ;)

Categories: Notícias, Reviews, mobilidades

Review do EA Sports Need for Speed Undercover

September 11th, 2009 4 comments

Review do EA Sports Need for Speed Undercover

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A EA Sports, conhecido fabricante de jogos para computador, adoptou um dos seus títulos de software mais conhecidos para Windows Mobile. O Need for Speed Undercover é um jogo dinâmico, com possibilidade de jogar com níveis cada vez mais complicados e desbloquear viaturas ou mapas não disponíveis no modo normal.

O jogo

À semelhança do seu congénere de PC, o NFSU conta a história de um street racer solitário, que progride lentamente no mundo suburbano das corridas de rua e ganha a sua vida à medida que corre. Com a sua evolução (e vencimento), é possível fazer alterações no carro e prepará-lo melhor para as corridas com adversários cada vez mais rápidos. Se acumular o suficiente, o jogador dispõe de uma garagem para as diversas viaturas que comprar com o ganho das corridas.

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Para além do modo carreira, é sempre possível jogar no modo rápido, onde o tipo de corrida e automóvel são escolhidos automaticamente para maior impacto e surpresa. No entanto, existem viaturas e componentes mecânicos de elevada performance que só ficam desbloqueados se o modo carreira estiver completo.

Por outro lado, as diversas corridas são activadas directamente no jogo, pelo que não existe o modo “Explorar” (ou conduzir pelo mapa).

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Jogabilidade

Uma das agradáveis surpresas é a jogabilidade. Não me refiro à quantidade de corridas disponíveis ou as alterações que são possíveis fazer, mas sim à facilidade em jogar.

O NFSU dispõe de comandos de condução no visor mas reconhece igualmente os toques no D-Pad do PDA, pelo que os utilizadores de equipamentos com e sem D-Pad podem jogar sem problemas. Gostei igualmente da sua disposição sobre o ecrã, sem afectar a visibilidade da estrada ou prejudicar a “performance” de alguma forma.

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Em termos de condução, o jogador apenas controla a direcção (esquerda e direita), travão, derrapagem e nitro, ou seja, o jogo trata de carregar no acelerador automaticamente. As velocidades são também automáticas, pelo que a performance dos automóveis é ditada peças instaladas, não pela capacidade de fazer mudanças no momento certo. Não obstante, o controlo em curva e derrapagem controlada são boas formas de se manter à frente dos adversários, mesmo que disponham de veículos melhor preparados.

A derrapagem controlada consiste num modo de condução especial onde o jogador terá de manter o carro controlado enquanto curva (manter a trajectória), o feedback é dado através de um gráfico especial. Numa derrapagem ideal, o cursor está sempre na zona verde do gráfico. Os pontos da derrapagem são convertidos em nitro.

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Nas zonas mais complicadas (trânsito, bloqueio policial), é possível activar a função de “câmara lenta” que através de uma passagem de tempo mais lenta permite efectuar manobras bem radicais a meio dos automóveis que circulam na estrada e ganhar segundos preciosos aos adversários.

Como é conhecido, o nitro é uma mistura de substâncias de combustão rápida, cuja injecção no motor resulta numa rápida aceleração e velocidade de ponta. O nitro só está disponível após upgrade do automóvel e a sua duração aumenta consoante o nível de nitro instalado. Por outro lado, o jogador pode obter uma rápida aceleração momentânea se colocar a sua viatura atrás de outro concorrente durante alguns segundos. O fenómeno aerodinâmico do “drag” (arrasto) está presente no NFSU.

Em termos de upgrades, o jogador pode melhorar a aceleração, velocidade máxima, controlo, nitro e aspecto exterior na oficina (mediante pagamento). Um factor negativo é que não estão disponíveis cores diferentes para o carro.

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No que toca a viaturas disponíveis, estão disponíveis os pequenos “bólides” WM Golf e Nissan 350Z às “máquinas” Porche 911, Mercedes AMG, Audi, etc.

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Modos de jogo:

Circuito

Corrida em circuito fechado com número de voltas pré-definido, normalmente duas a três voltas. Não importa a posição do condutor entre voltas, mas é exigido o primeiro lugar na última volta para vencer.

Corrida (sprint)

Corrida em várias estradas de uma determinada região. O ponto de destino é diferente do ponto de partida (não existem “voltas”) e é exigido o primeiro lugar ao chegar à meta para vencer.

Corrida eliminatória (Lap KO)

Corrida semelhante ao modo Circuito com a particularidade do condutor em último lugar ser eliminado em cada volta. Ou seja, ao contrário do modo Circuito, onde o jogador pode passar na meta em último entre voltas, neste modo de jogo se esta situação se verificar o jogador é eliminado e termina a sua participação na corrida. É exigido o primeiro lugar na última volta para vencer.

Multas (bounty)

O objectivo deste modo é acumular multas através de infracções de trânsito (acidentes, bater em objectos, etc) até corresponder a um valor pré-estabelecido. O valor aumenta consoante o nível da carreira e a estrada tem comprimento limitado. Convém aproveitar todas as oportunidades para aumentar o valor das multas.

Perseguição (Cop Take-Out)

O jogador terá de provocar acidentes aos carros de polícia que o perseguem, mas tem um tempo limitado para o fazer. Com a progressão no modo carreira, aumentam o número de carros mínimos a abater e/ou diminui o tempo disponível para fazê-lo.

Radares (Speed Traps)

Este modo lembra os suplementos de localização de radares para GPS. Todavia, ao contrário da vida real, o objectivo é passar com o máximo de velocidade possível nos pontos controlados. Ganha o condutor com maior velocidade acumulada, não o que chegar em primeiro.

Chefe (Boss)

No final de cada região do mapa, é necessário derrotar o Chefe da zona (Boss) numa corrida um-contra-um para garantir acesso à região seguinte.

Outros detalhes

O jogo é acompanhado do som característico dos automóveis e música de fundo. Não se compara aos títulos que acompanham o jogo de PC, mas os MIDI são bem engraçados. Os gráficos não são 100% fluidos, mas asseguram boa jogabilidade e tempo de reacção (TMN Bluebelt). Penso que a performance deve melhorar em dispositivos equipados com processador gráfico dedicado.

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Devido ao modo Carreira – com cinco diferentes regiões do mapa – diversos modos de corrida, upgrades e automóveis, o NFSU garante horas de diversão, tornando o jogo bem interessante a nível de custo por hora de jogo. Ao contrário de outros jogos de acção, o nível de dificuldade crescente e personalização das viaturas para cada tipo de corrida garante emoções em todas as provas – especialmente naquelas onde um acidente com um carro que circula em sentido contrário a escassos segundos da meta dá a vitória ao adversário.

Conclusão

Confesso que nunca testei um jogo “a sério” para Windows Mobile, salvo jogos de tabuleiro. A experiência foi interessante, mas a falta de prática neste tipo de software pode influenciar algumas elações aqui referidas.

Uma das dificuldades, por exemplo, é encontrar um termo de comparação. Será o NFSU um dos melhores (ou o melhor) jogo de corridas disponível para Windows Mobile? Não consigo responder a esta questão. No entanto, posso assegurar que este foi um dos jogos que mais me prendeu ao PDA, especialmente no modo Carreira com automóveis, peças e corridas diferentes.

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Nota final: 4.5 em 5. Para ganhar a pontuação máxima, a EA Sports deveria permitir alterar o look do carro ao gosto do jogador (cor, jantes, etc) e permitir navegar pelo mapa sem ser em competição.

Página oficial: EA Mobile – Need for Speed: Undercover

Agradecimento especial ao PocketPT.net pela cedência do software em questão.

Teste ao SPB News

August 8th, 2009 No comments

Teste ao SPB News v2

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Uma das maiores software houses para Windows Mobile, a SPB, actualizou uma das suas aplicações de “marca”. O SPB Insight, ou News como é agora conhecido, é um poderoso gestor de RSS com possibilidade de actualizações automáticas, download de texto e imagens para posterior leitura em offline. Mais do que uma colecção de resumos e links, é possível receber todo o conteúdo da feed, incluindo as imagens, correcta formatação do texto e adaptação do mesmo ao ecrã do PDA.

Novidades

Face ao SPB Insight, o SPB News prima pela facilidade de navegação pelos dedos e novo design. Para além do maior tamanho da interface, é possível deslizar e fazer scroll com o dedo. É curioso verificar que a cor da GUI muda consoante o tema aplicado no Ecrã Hoje ou tema aplicado no SPB Mobile Shell.

Por outro lado, o SPB News suporta os formatos RSS/Atom, compatíveis com a maioria dos portais de notícias ou blogs que podem ser adicionados manualmente ou através de pesquisa no próprio programa. Existem três métodos para inserir novos canais: Através de pesquisa no Catálogo, introdução manual do link e pesquisa online.

No que toca à gestão dos canais, o utilizador pode definir a localização dos ficheiros temporários (memória principal ou Cartão de memória) e limitar o número de artigos ou posts de cada canal. A actualização pode ser manual ou automática e é possível limitar o acesso à internet ao wifi/ActiveSync, evitando ligações GPRS ou 3G sem autorização.

Utilização

Para os utilizadores do SBP Insight, o News porta-se exactamente da mesma forma, onde a grande novidade é mesmo o novo design e interactividade através do dedo. A navegação é simples, os canais são organizados por ordem alfabética, os conteúdos sempre disponíveis e bem adaptados ao ecrã do PDA. Nesse aspecto o SPB News mantém a tradição: é um dos melhores – se não o melhor – software de leitura de RSS para Windows Mobile.

Por outro lado, a SPB poderia inovar um pouco mais: alguns canais do Catálogo estão desactualizados (por exemplo, o Canal do Dilbert não mostra nenhuma imagem) e a função de pesquisa poderia ser melhorada (por vezes parece limitada aos canais do Catálogo). Para os leitores de blogs, falta uma função que consiga extrair o link das RSS através do link de um blog, nomeadamente o nosso mobilidades.net.

Em termos de bugs, o único a relatar é a falta de actualização automática via ActiveSync, ou seja, permitir a actualização dos canais enquanto o PDA estiver ligado ao computador via USB. Mesmo com a respectiva opção activa e depois de um soft-reset, o SPB continua a não actualizar automaticamente.

Conclusões

Como já o referi noutros artigos, o SPB News é um óptimo agregador de RSS. A fácil utilização, em conjunto com a leitura dos artigos completos em offline (depende também dos conteúdos disponibilizados no link RSS) e respectivas imagens, o News pode ser usado como um autêntico jornal. Recomendadíssimo.

Nota final: 4.5/5

Em termos de custos, a versão completa (2.0) custa $19.95 e a actualização para os proprietários do SPB Insight custa $0 (!!).

Visite a página do SPB News aqui. Um agradecimento especial à Inga Ponedelchenko da SPB pela disponibilização do Software.

Review ao SPB Mobile Shell v3

April 21st, 2009 6 comments

Teste ao SPB Mobile Shell v3 – em colaboração com o PocketPT.net

A SPB Software House é uma das principais empresas de software para Windows Mobile da actualidade. Fundada em 1999 em São Petersburgo, na Rússia, a companhia oferece mais de 100 títulos de software para PocketPC e Smartphone distribuídos pelas várias categorias, quer em software destinado ao utilizador final, quer em software destinado ao mercado empresarial.

O leque de ofertas da SPB inclui programas vencedores do Best Software for PDA 2006 e 2007 pela Shareware Industry Conference para os títulos SPB Diary e SPB Mobile Shell, respectivamente. O objectivo principal da companhia é melhorar e aumentar as funcionalidades do PDA como ferramenta de trabalho e entretenimento através do software. Com os programas da SPB, o utilizador é capaz de gerir melhor os seus compromissos, ter acesso ao estado do tempo e às notícias, utilizar o PDA através de uma interface mais intuitiva, entre outras tantas funcionalidades que se tornam essenciais na opinião de muitos utilizadores.

Mais recentemente, a SPB actualizou para a versão 3 um dos seus títulos mais famosos: o SPB Mobile Shell.

O Mobile Shell

De acordo com a própria SPB, o Mobile Shell é uma interface para o Windows Mobile. Por outras palavras, o Mobile Shell permite um acesso e utilização diferentes aos mesmos recursos disponibilizados pela GUI do Windows Mobile.

Através de um design apelativo e com recurso a gestos, o utilizador navega por uma série de páginas com diferentes conteúdos, nomeadamente uma página com todas as informações relevantes resumidas (hora, estado do tempo, agenda, calendário, estado das mensagens e telefone), página com contactos, uma com as definições e, finalmente, uma página com os programas instalados no PDA, tal como aparece no Menu Iniciar/Programas.

O Mobile Shell não se fica por aí: só não serve de plataforma com atalhos para os recursos do PDA, como lhe acrescenta algumas funcionalidades, nomeadamente uma aplicação para verificar o estado do tempo, gestor rápido de perfis de telefone (normal, silencioso e vibração – leia-se “gestor rápido” como uma forma de alterar o perfil rapidamente sem usar as teclas de volume do aparelho), gestor de PIM, gestor de tarefas e personalização do PDA através de temas pré-definidos.

Apesar do interesse de todas estas funcionalidades, penso que será mais relevante abordar as novidades da versão 3 invés de analisar exaustivamente todo o programa. Afinal, qual será a grande revolução prometida no MWC09?

As novidades

O aparecimento de novas interfaces, nomeadamente a Samsung e LG com os “widgets”, deram mote à SPB para incluir uma funcionalidade do género na nova versão do Shell. Por outro lado, o ecrã “profissional” do SPB, com as informações relevantes resumidas numa única página, é um marco demasiado importante e “habitual” dos clientes para poder ser “demasiado” personalizável e perder-se deste modo o seu objectivo original: informar de forma simples e concisa o que se passa naquele momento.

Como o leitor provavelmente adivinhou, a solução da SPB não só inclui widgets mas como inclui uma nova interface para além do ecrã profissional, totalmente personalizável. Deste modo, através da deslocação do dedo na vertical sobre o ecrã, é possível alternar entre o aspecto habitual do Shell e um conjunto de três páginas totalmente personalizáveis em termos de tema e conteúdos.

A nova interface inclui três páginas onde podem ser adicionados uma grande quantidade de widgets, nomeadamente contactos, hora, estado do tempo, música, programas, entre outros.

É permitido ao utilizador modificar, apagar, acrescentar, mudar o tamanho e posição dos widgets em qualquer uma das três páginas da nova interface. Através de um toque no botão no canto inferior direito, é possível alterar o tema e imagem de fundo, passar à interface profissional ou regressar ao Ecrã Hoje do Windows Mobile.

De regresso à interface Profissional, o resumo da agenda dá acesso imediato aos compromissos e o seu aspecto pode ser também modificado. Salienta-se igualmente o novo aspecto do Launcher, com ícones da respectiva categoria dos programas, programas mais utilizados e atalhos normais (lista alfabética).

A página dedicada ao telefone e contactos foi também modificada, com a possibilidade alterar a dimensão e localização das fotografias dos contactos sobre o ecrã (invés da grelha padrão de 5×5 da versão 2) e o próprio SPB Contacts (interface que substitui o “dialer” do Windows Mobile) está diferente: é possível esconder o teclado numérico e deslizar apenas sobre os contactos.

O crescente número de adeptos das famosas “redes sociais” fez com que a SPB incluísse uma pequena aplicação de sincronização dos contactos com o Facebook. É uma boa ideia sem dúvida, mas muito incompleta já que é possível fazer apenas a sincronização, ficou de fora o envio de mensagens e imagens.

Por fim, a SPB incluiu nesta versão uma maneira bem divertida de alternar entre todos os modos de visualização possíveis: o carrossel está disponível não só nas páginas mas igualmente nos contactos. Pode ser acedido pressionando o canto inferior esquerdo nas páginas principais do Shell.

Comentário

A SPB “teima” em não fundir as aplicações PocketPlus, Phone Suite e Weather no Shell, argumentando que todas se complementam. Não digo o contrário, mas dar quase 75€ por um conjunto de aplicações para Windows Mobile, quem nem se enquadram no domínio da produtividade (ou seja, não são aplicações essenciais para um bom trabalho, ajudam sem dúvida, mas por 75€ provavelmente o utilizador dá prioridade ao SoftMaker Office por exemplo), é muito.

Ou seja, o Shell tem um gestor de tarefas – mas não é tão eficaz como o do PocketPlus. O Shell permite alterar de perfil rapidamente – mas não tem o grau de personalização do Phone Suite. O Shell mostra o estado do tempo – mas com menos informação comparativamente ao SPB Weather.

O curioso é que a SPB provavelmente conseguiria desenvolver um Shell mais “musculado” sem acrescentar muitas exigências em termos de memória e consumo, com quase toda a certeza inferiores ao consumo das três aplicações instaladas em simultâneo. É certo que o PocketPlus é muito mais do que um gestor de tarefas e laucher – mas grande parte dos utilizadores fica mesmo por aí. Deveria ser dada a opção.

Por outro lado, o Shell é muito rápido. A interface “voa” pelos dedos e os widgets ajudam nas pequenas tarefas do dia-a-dia.

Bugs

Provavelmente fruto do PDA onde foi testado (Sony Ericsson Xperia X1i), foram encontrados alguns problemas no Shell. A aplicação da câmara pura e simplesmente não funciona, só no botão físico do aparelho. O botão de chamada muitas vezes não responde e consequentemente não mostra o dialer. Mais grave, o botão dos Panels simplesmente bloqueia o terminal – no sentido de “crash”.

Conclusões

Este é o Shell com mais inovações alguma vez lançado pela SPB. Ambas interfaces estão muito interessantes (profissional e widgets), com funcionalidades acrescidas nas duas. O carrossel está curioso – no mínimo – e a sua fluidez é impressionante. Para os fãns do Shell, a v3 será provavelmente a melhor que já viram.

Para os restantes – novos utilizadores por exemplo – recomendo usar e abusar dos dias de utilização gratuita antes de tirar quaisquer conclusões. O Shell é uma interface diferente para o Windows Mobile, tal implica uma certa subjectividade ou gosto, muitos gostam, outros nem por isso.

Os “power users” vão dizer o costume: o Shell devia integrar mais funcionalidades do Plus, Weather e Phone Suite. Os adeptos da personalização extrema idem: onde está a personalização dos ícones?

Nota final: 4/5.

Review Base de Secretária e Stylus 3-1 para Touch Viva

February 12th, 2009 No comments

Após um curto período de ausência devido aos exames finais do 1º semestre, o mobilidades.net volta em força com mais uma review a acessórios para PDA.

Desta feita vamos abordar o carregador de secretária (vulgo “cradle”) e stylus 3-em-1, ambos da Proporta, para o HTC Touch Viva.

Carregador e Sincronizador Proporta – Touch Viva

A base ou cradle é um acessório quase essencial na nossa secretária, permite a sincronização e carregamento da bateria ao mesmo tempo que facilita o acesso ao PDA em caso de mensagem ou chamada. Com a nova interface da HTC (TouchFlo 2D no caso do HTC Touch Viva), o terminal transforma-se num relógio de secretária de grande formato, para além de disponibilizar a nossa agenda no mesmo ecrã.

Em termos de qualidade de construção da base de carregamento, os materiais plásticos embora resistentes dão um ar de “inacabado”, com algumas folgas e espaços menores que o milímetro entre as diversas peças. Não obstante, é uma peça sólida, sem partes móveis nem ruídos estranhos ao “abanar”.

O suporte do PDA em si é feito de plástico semi-transparente muito resistente e que se ajusta na perfeição ao Touch Viva. O conector mini-USB na base aparenta também elevada solidez, já que com o colocar/retirar o PDA frequentemente adivinha-se um grande desgaste no conector, daí o cuidado com a resistência do mesmo.

Na parte frontal do cradle encontramos um pequeno LED azul muito brilhante que indica o estado da ligação ao computador. Tal como o binário, “on” significa ligado e “off”, desligado. Na parte de trás da base encontramos uma ficha mini-USB e um conector DC para ligar a um carregador. O PDA carrega e sincroniza por USB, não é necessário ligar qualquer carregador extra. Todavia, se o fizer, cuidado com a voltagem do mesmo, tem de respeitar os 5V e 1A máximo.

O cradle é suficientemente comprido e largo para suportar o peso do PDA sem oscilar e gostei da estabilidade mesmo com uma “pancada”. O PDA só vira ou cai em caso de pancadas violentas.

O carregador e sincronizador de secretária da Proporta para o HTC Touch Viva custa 21.95€.

Stylus 3-em-1 da Proporta para Touch Viva

Este é daqueles acessórios que nunca temos necessidade – até esta aparecer. A stylus 3-em-1 da Proporta é uma stylus para PDA normal, com uma esferográfica integrada e pino de reset, tudo no mesmo corpo. Antes de falar nas três funções especiais desta stylus, convém referir que pode ser usada como stylus de substituição da original e é mais barata do que a congénere “oficial” da HTC.

Em termos de dimensões e aspecto, salvo o plástico com uma coloração algo diferente da stylus original do HTC Touch Viva, são ambas muito similares. A da Proporta ganha em peso, o que é bom e confortável para “clicar” no teclado do Viva.

A parte da esferográfica aparece quando retiramos a parte superior de plástico da stylus. Basta realmente “tirar”. Gostava de ver um sistema de rosca invés do sistema de pressão, com uma utilização algo intensiva ou um movimento mais violento ao tirar a stylus do PDA a parte metálica do mesmo pode ficar lá dentro – muito improvável mas possível.

Em termos de escrita nada de especial, não se pode comparar com uma esferográfica em termos de ergonomia – a 3-em-1 tem a espessura de uma stylus – mas convém referir que esta função é para ser usada em caso de necessidade, nomeadamente notas rápidas, registar alguma coisa num bloco de notas, etc. Para o resto sempre temos o PDA. A Proporta disponibiza packs de recargas para a caneta.

A função de pino de reset está “a mais” para o Touch Viva, já que a pontinha da stylus normal já é suficiente para carregar no botão de reset e não é necessário desenroscar a ponta especial para o efeito. Todavia, sempre podemos usá-la em caso de emergência para outros PDA’s.

A Stylus 3-em-1 da Proporta para o HTC Touch Viva custa 12.95€ no site ou 14€ numa loja de grande superfície.

Categories: Notícias, Opinião, Reviews

Sugestão de Fim-de-Ano: Proporta Perfora Case iPhone 3G

December 30th, 2008 No comments

Proporta Perfora para iPhone 3G 

A Proporta.com disponibilizou ao nosso blog um exemplar da Perfora Case, uma capa estilo lateral (para prender no cinto) feita em materiais nobres e de alta qualidade.

A capa em pele

Como é demonstrado pelas imagens, a Perfora é fabricada em pele com dois tipos de textura distintos: suave no interior e brilhante no exterior. A cor é um misto de azul/verde com uma barra branca vertical e costuras da mesma cor.

Em termos de utilização, este tipo de capas destinam-se sobretudo ao transporte do iPhone e – em menor escala – à protecção do mesmo. Por esta razão, o clip para o cinto é fixo e a sua remoção não é possível.

Por outro lado, a Perfora foi desenhada para permitir o acesso à saída audio do iPhone mas impossibilita a sua ligação à dock ou cabo USB, pelo que é sempre necessário retirar o aparelho da capa para carregar a bateria ou sincronização.

O fecho é do tipo magnético e é suficientemente sólido para impedir aberturas acidentais. Por outro lado, o acesso ao iPhone para atender uma chamada não é prejudicado, basta um movimento certo no fecho e a capa abre sem problemas.

Conclusões

Em termos de conclusão, a Perfora é a capa ideal para quem gosta de manusear o iPhone “a nu” mas que precisa de um bolso extra para o seu transporte. A qualidade dos materiais é sem dúvida excepcional mas “aconchegam” demasiado o aparelho, chegando ao ponto de premir o botão “Power”, ligando ou desligando o iPhone acidentalmente. A solução é simples: basta colocar o iPhone virado 180º, mas aí a saída de auscultadores fica por baixo e é necessário retirar o fio antes de tirar o aparelho da capa… O que é chato no momento de receber uma chamada.

Todavia, por menos de 20€, é uma óptima proposta para os adeptos deste tipo de capas.

Pontos Positivos:

  • Facilidade no transporte do iPhone;
  • Elegância;
  • Qualidade do material;
  • Abertura conveniente para os auscultadores.

Pontos Negativos:

  • “Aperta” demasiado o iPhone – chega a premir acidentalmente o Power;
  • Espessura da capa.

A Capa Perfora para iPhone 3G da Proporta custa 18.95€ e pode ser adquirida aqui.

Categories: Opinião, Reviews, mobilidades

Review ao Protector de Ecrã Proporta – Apple iPhone 3G

December 23rd, 2008 No comments

A Proporta deixou ao Mobilidades algumas prendas de Natal muito interessantes: Um protector de Ecrã e uma Capa de protecção. Vamos hoje falar sobre o Protector de Ecrã Proporta para o iPhone 3G.

Pela primeira vez numa review, estou com sérias dificuldades em encontrar outros adjectivos para caracterizar os Protectores da Proporta. Já foram analisadas as versões para o HTC TyTN II (com vídeo) e para o Samsung i780. O protector para o iPhone 3G é da mesma linha, com o mesmo material de alta qualidade, resistente contra riscos ou fricção. Por outro lado, como o iPhone é utilizado especificamente com os dedos, a navegação é ainda mais agradável do que sem o protector aplicado, com uma sensação a seda, muito suave e com poucas dedadas no ecrã comparativamente ao mesmo a “nu”.

A embalagem apresenta o novo design e logotipo da Proporta e oferece exactamente o mesmo conteúdo: instruções, protector, pano de limpeza e cartão aplicador anti-bolhas.

Todavia, devido ao grande formato do ecrã do iPhone, a aplicação do protector é deveras complicada, isto para quem já usa protectores desde os primeiros PDA’s Palm! A “culpa” não é da Proporta, mas fruto das generosas dimensões do aparelho. O alinhamento preciso é muito complicado e só à 3ª ou 4ª tentativa é que conseguimos um erro inferior a 1mm. Dois conselhos: aplicar da parte superior do iPhone para baixo, o alinhamento com o pequeno rectângulo do auricular é mais fácil do que com o botão circular do Home e aplicar o protector na casa de banho devido ao reduzido número de poeiras em suspensão.

De resto, as imagens falam por si. Como poderão ver, a qualidade do ecrã não é afectada e até melhora o seu comportamento sobre luz directa (glare).

Nota: 4/5, só não leva a nota máxima devido à relativa dificuldade na sua aplicação.

Link: Protector de Ecrã Proporta iPhone 3G – 7.95€ Online ou 9.90€ na FNAC.

Review à capa Proporta iPhone 3G

December 2nd, 2008 No comments

Review à capa Alu-Leather Proporta iPhone 3G

Quantum of Solace

Um dos acessórios essenciais para dispositivos móveis, para além do imperativo protector de ecrã, é sem dúvida uma capa para proteger o nosso equipamento das eventuais quedas e danos por impacto.

Existem diversos tipos de capas, desde os modelos mais finos e fabricadas em material plástico/silicone que se destinam sobretudo para proteger das pequenas quedas e riscos por fricção aos modelos mais completos feitas em Couro ou metal, destinadas por sua vez a proteger o equipamento de quedas de alguma gravidade.

Já referi anteriormente que nunca confiei a 100% numa capa de silicone ou de plástico, não porque duvido da capacidade das mesmas no que toca à protecção mas porque estas não são compatíveis com o meu estilo de vida. Tenho equipamentos que nunca caíram, mas quando caem, é a valer – daí a escolha de uma capa de couro para máxima protecção.

A razão é simples: as capas de silicone são suaves e deformam com o impacto (o que é bom, absorvendo a força invés desta ser exercida sobre o equipamento) mas são demasiado finas para uma protecção completa. Têm também o problema de não proteger o ecrã, algo que “venero” num PDA. As de plástico (cristal por exemplo), existem modelos que protegem o ecrã mas são capas rígidas, transferindo a força do impacto invés de o absorver – daí serem recomendadas como protecção contra riscos e pequenas quedas.

A Proporta é líder de acessórios para a Mobilidade e possui no seu catálogo praticamente todos os tipos de capa, desde as mais simples de silicone às mais completas, de couro, com protecção adicional através de uma lâmina de alumínio sobre o ecrã. É sobre este tipo de capas que vamos abordar nesta review.

Embalagem

A nova linha de acessórios Proporta apresenta-se de “cara lavada” e com uma nova embalagem. Com um aspecto metálico no exterior, é possível observar o artigo através de uma moldura de plástico transparente e a abertura da mesma é extremamente fácil devido ao fecho magnético. Todavia, adivinham-se problemas com os “amigos do alheio”, tal é a facilidade com que se abre a embalagem.

A Alu-Leather James Bond

Penso que não será necessário voltar a introduzir as Alu-Leather da Proporta. São capas construídas em couro de qualidade, com costuras bem definidas e a já famosa folha de alumínio na parte frontal da capa destinada a proteger eficazmente o ecrã. Todavia, ao contrário das Alu-Leather normais, esta capa do tipo flip apresenta um padrão característico em torno de todo o equipamento.

Inspirado no novo filme de James Bond – Quantum of Solace – as riscas paralelas preto/cinza dão um outro toque e personalidade não só ao iPhone mas também ao proprietário. Pessoalmente fiquei impressionado quando a vi no site do fabricante e as suas características fazem-na a melhor capa que alguma vez usei num dispositivo móvel.

Cuidado que não me estou a referir apenas ao design. A Proporta incluiu algumas modificações pontuais na estrutura da capa que corrigiram o grande problema das Flip. Refiro-me à patilha de segurança localizada na parte inferior da mesma, impedindo que o iPhone escorregue para fora entre as duas patilhas laterais que o seguram. Curiosamente, a capa para o iPhone é a primeira que mostra essa modificação, mas recomenda-se o mesmo procedimento para todos os outros modelos de dispositivos. Aliás, como já visto anteriormente no Mobilidades, a ausência dessa patilha na parte inferior da capa era um factor negativo na avaliação final.

Utilização

Uma vez mais, aqui a questão do gosto pessoal é importante: muitos utilizadores dão preferência às capas do tipo book – que abrem para o lado – e outros das tipo flip – que abrem para cima. Por outro lado, a colocação da tal patilha no lado inferior dá ao proprietário um sentimento de segurança adicional, pelo que quem não gosta das capas tipo flip por este motivo já não se deve preocupar.

Em utilização, saliento o acesso fácil à saída de auscultadores e aos botões de volume laterais do iPhone, todavia o facto do fecho magnético se situar junto do microfone pode incomodar durante as chamadas. Sobre este, a Proporta deveria tirar pelo menos 0.5cm em extensão, é que mesmo fechado a parte superior da capa “balança” devido ao comprimento em excesso.

Conclusões

Esta capa é sem dúvida fruto de estudos e desenvolvimento por parte do fabricante. Pela primeira vez numa capa flip-flop encontramos uma patilha que impede que o aparelho escorregue e o padrão característico inspirado em Quantum of Solace dão à capa um toque muito pessoal.

Nota final: 4.5/5.

Link: Proporta

Categories: Notícias, Opinião, Reviews

Mini-review ao Apple MacBook Pro

November 11th, 2008 1 comment

Mini-review ao Apple MacBook Pro

O Mobilidades.net e a Madtech.com.pt tiveram a oportunidade de contactar durante algumas horas com o novo MacBook Pro – versão base.

Embalagem

Como já seria de esperar, a nova embalagem do Macbook Pro é de reduzidas dimensões e consequente menor de plásticos ou esferovite utilizados no acondicionamento do produto. A Apple refere que este processo faz parte das politicas ambientais, mas enquanto consumidores ficamos mais impressionados com a elegância e eficácia da arrumação (incluindo o aspecto WOW!) do que preocupados com o ambiente. Aliás, se a Apple estivesse mesmo preocupada usava outro tipo de materiais que não o plástico.


Dentro da embalagem está o portátil em si, manuais e DVD’s com drivers e sistema operativo MacOS Leopard, carregador, bateria e pano de limpeza.

O MacBook Pro

Sem esperar mais, vamos ver como é este novo MacBook Pro. As semelhanças com as linhas curvas do MacBook Air são óbvias, ou não fossem baseados na mesma tecnologia de construção. Aliás, este detalhe e a adopção do chipset nVidia são as principais novidades deste Mac.

Exteriormente, o design elegante e sóbrio é o factor dominante. A luz branca da notificação de suspensão assim como o receptor de infra-vermelhos foram alterados para dois pequenos rectângulos estilo “high-tech” e os cantos foram arredondados. É curioso verificar que não existe um único parafuso em todo o portátil, fruto da construção a partir de um bloco de alumínio. A única excepção é na parte inferior do mesmo, para tapar o compartimento da motherboard e memórias.

Como é habitual nos portáteis da Apple, do lado direito temos apenas a drive de leitura óptica (superdrive) e do lado esquerdo todas as portas de input/output. Na nova edição dos MacBooks, a Apple excluiu a porta Firewire normal alegando que o standard USB 2.0 permite velocidades comparáveis aos 400Mbit/s. Todavia, os fabricantes de acessórios que investiram naquele formato perdem em termos de compatibilidade.


Temos, finalmente e por ordem, as seguintes ligações:

  • Ligação à electricidade (fecho magnético);
  • Porta Ethernet gigabit;
  • Porta Firewire 800;
  • Duas portas USB;
  • Saída Mini DisplayPort;
  • Áudio in/out;
  • ExpressCard Port;
  • Fecho para cadeado tipo Kensington.

Uma vez mais a Apple exclui não só a saída VGA/DVI mas também o seu próprio standard MiniDVI. Os proprietários de monitores Apple terão de adquirir um adaptador Mini DisplayPort-MiniDVI.

No que toca à parte superior do MacBook Pro, o centro é dominado pela habitual maçã que brilha consoante a luminosidade aplicada ao ecrã.

Interior

A grande diferença entre esta e a versão anterior é o tipo de ecrã. A grande superfície de vidro ocupa toda a área superior do portátil, deixando apenas uma pequena margem para o alumínio. Todavia, em termos de visibilidade, o vidro prejudica bastante a utilização do MacBook ao ar livre, assim como o contraste. Como possuidor de um MacBook de geração anterior, considero o ecrã do novo Mac inferior em termos visuais – isso foi bastante notório durante as horas de review.

Por outro lado, a Apple gosta de “deliciar” os seus clientes de todas as formas possíveis e imaginárias e compensa da melhor forma: Esta funcionalidade pode parecer trivial, mas é extremamente útil. Quando o utilizador está a trabalhar num local mais escuro, o brilho do ecrã baixa automaticamente e as teclas ficam iluminadas, com brilho variável e regulado automático ou manualmente via teclas F5 e F6. Em termos de teclado, este é igual aos mac’s de geração anterior mas é preto. Foi uma escolha acertada já que combina com o ecrã e não suja tanto como as teclas brancas.


Uma outra novidade foi o trackpad: o grande botão que antes ocupava cerca de 30% de toda a área foi embutido no próprio trackpad, assim como o material utilizado: mais liso e de fácil deslocamento dos dedos sobre este. Existem uma série de “gestures” que permitem rodar e ampliar uma imagem, incluindo novos toques quer permitem passar de imagem em imagem. Considero esta estratégia curiosa, mas ainda acho que as teclas de direcção e rato fazem o trabalho melhor e sem confusões.


Especificações

A grande novidade da Apple foi a inclusão do chipset da nVidia e respectivos GPU’s 9400M e 9600M GT, a primeira com 256MB DDR3 partilhados com a memoria principal e a segunda com a mesma quantidade de memoria mas dedicada. Neste ponto, é de salientar o pormenor do MacOS escolher qual gráfica usar em cada momento, optando pela 9400M (mais económica em termos energéticos) em caso de alimentação por baterias ou pela 9600M GT caso o MacBook esteja ligado à corrente ou a correr alguma aplicação exigente em termos de gráficos.


O processador já é um “velho” conhecido, o MacBook Pro em review vem acompanhado com um Intel Core2Duo de 2.4GHz (3MB de cache L2 e 1066MHz de FSB). A memoria principal é de “apenas” 2GB DDR3 com um máximo até 4GB e o disco é de 250GB Sata a 5400RPM.

Como seria de esperar, as poucas horas de contacto com o portátil não foram suficientes para uma análise detalhada em termos de performance, muito menos com aplicações e jogos. Todavia, quem já teve contacto com um MacBook a correr MacOS Leopard tem noção que estas especificações permitem uma enorme fluidez gráfica e tempos de resposta muito reduzidos. A experiência de utilização é claramente acima da média, mesmo comparativamente a um MacBook da geração anterior (non-pro).

Autonomia

Com o wifi ligado, de acordo com o proprietário do portátil em teste, a bateria de iões de lítio permite até 4 horas de trabalho. Eventualmente, com o brilho do ecrã reduzido, poderá chegar até 5 horas de trabalho. Como este valor não foi verificado no teste, abstenho-me de opinião.

Conclusões

Eventualmente poderíamos falar de outros detalhes nesta mini-review, nomeadamente sobre o pormenor técnico da construção a partir de um único bloco de alumínio – algo que a Apple considera inovador embora já o tivesse feito com o seu MacBook Air. Todavia o próprio fabricante tratou de publicar imensos artigos e vídeos sobre o processo, pelo que o próprio Steve Jobs ou o responsável pelo desenvolvimento técnico da Apple saberão explicar melhor do que eu. Uma coisa é certa: para os proprietários de um MacBook Pro actual a novidade será apenas o peso ligeiramente mais reduzido e a ausência de parafusos – para quem pensa comprar um MacBook non-pro é que fica verdadeiramente satisfeito: passar de plástico para alumínio é muito, muito bom.

Em termos gerais, a família de portáteis da Apple ganha um novo chipset e um novo conjunto de GPU’s capazes de performances superiores à plataforma Intel (nos non-pro que usavam a X3100). Para quem possui um MacBook Pro já equipado com uma nVidia 9600M GT acho que não deve adquirir, para já, um novo portátil.

O novo método de construção, ecrã em vidro e iluminação com LED’s “instant on” são apenas “detalhes” secundários que no final só vão impressionar em termos visuais.

Todavia, em termos de ergonomia, a Apple continua a “teimar” com o facto de colocarem as portas USB muito próximas umas das outras (ou então poderiam incluir uma no lado da Superdrive), em não incluir uma saída para projector “standard” (fizeram pior, abandonaram a sua própria porta miniDVI) e – o que não se compreende num portátil feito para multimédia) – a falta de um leitor de cartões.

No final, por mais aspectos negativos que poderíamos encontrar, o MacBook Pro deixa muita água na boca, especialmente quando vemos o monitor a adaptar automaticamente o seu brilho ou as luzes do teclado… Fantástico, porque é que nunca ninguém pensou nisso antes??

Especificações Completas
Preço: 1800€

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