A WMExperts.com publicou um bom artigo da série “Round Robin” (ou seja, utilizadores trocam de plataforma durante uma semana) sobre o WebOS, sistema operativo da Palm. Visto por um utilizador de Windows Mobile, as conclusões até são bem surpreendentes.
Na opinião de Phil Nickinson, o WebOS mantém a tradição da Palm em construir um sistema operativo robusto mas bastante intuitivo, de fácil compreensão e utilização. Em termos de estrutura, o núcleo baseado em Linux garante a robustez na forma como os processos são tratados e o motor Java e HTML permite a criação de aplicações baseadas nestas duas (simples) linguagens de programação.
Por outro lado, devido à sua tenra idade, o WebOS precisa de amadurecer, permitir acesso aos dados do equipamentos por parte dos programas, entre outros detalhes que fazem as outras plataformas poderosos concorrentes.
Em termos de equipamentos, tanto o Pre ou o Pixie são boas propostas no seu segmento, embora se espere um pouco mais de performance.
A Palm vai deixar de fabricar equipamentos Windows Mobile. Jon Rubinstein, o novo CEO da companhia norte-americana, refere que a estratégia passa pelo desenvolvimento exclusivo de terminais com o Palm WebOS e respectiva evolução daquele sistema operativo.
Due to importance of webOS to our overall strategy, we’ve made the decision to dedicate all future develoment resources to the evolution of webOS. Which means that going forward, our roadmap will include only Palm webOS-based devices
Por outro lado, o reforço em dispositivos WebOS não significa o fim da linha profissional Treo – segmento que permitiu a sobrevivência do fabricante nestes últimos anos – mas que a Palm estará provavelmente a preparar soluções profissionais para WebOS.
O pequeno Palm Pre e respectivo sistema operativo WebOS não param de surpreender: A Palm publicou um artigo onde explica como se vão processar os updates e respectivos detalhes sobre os procedimentos de instalação.
De forma resumida, o WebOS verifica o estado das actualizações de 7 em 7 dias e, caso existam, serão automaticamente descarregadas via Wifi ou ligação de alta velocidade. Depois do download, o utilizador é informado da existência de actualizações e terá de carregar o aparelho até 30% de nível da bateria para iniciar a instalação. O WebOS até estabelece um prazo de 7 dias para o procedimento, caso contrário – e ao 4º aviso – o sistema automaticamente prossegue com a instalação.
O Software de Desenvolvimento do WebOS conta com dois modelos de referência – o Castle e o Pixie – nomes de código do Pre e Eos, respectivamente. Rumores não confirmados apontam que o segundo modelo menos conhecido da Palm – o Eos – será lançado antes do final do ano.
De acordo com especificações avançadas pela Brighthand, o Eos terá um teclado QWERTY frontal (muito ao jeito dos Treo), ecrã capacitivo (igual ao do Pre) de 2.6″ com 320×400 pixeís de resolução, dimensões aproximadas de 111mm x 55mm x 10.6mm, 4GB de memória interna, GPS, câmara de 2MP e bateria de 1150mAh.
Será um modelo ao “gosto” dos operadores, lançado em duas versões CDMA e GSM e sem Wifi.
Ed Colligan abandona o cargo de CEO da Palm Inc. após seis anos a comandar os destinos do fabricante norte-americano de dispositivos móveis.
Colligan foi um dos três empreendedores orginais da Palm, em 1996, em conjunto com Jeff Hawkins e Donna Dubinsky. Juntos desenvolveram o conceito de computação de bolso através do Palm Pilot, um dos PDA’s mais vendidos de toda a história.
Jon Rubinstein trabalhou na Apple como responsável pelos departamentos do iPod e do Mac antes de entrar na Palm, convidado por Colligan a integrar a equipa de desenvolvimento do Palm Pre. Dois anos após o seu envolvimento, Rubinstein toma controlo das rédias da empresa como CEO. Colligan será agora um dos responsáveis pela Elevation Partners, uma das empresas com acções da Palm Inc.
Será já no próximo dia 6 de Junho que o Palm Pre verá finalmente a luz do dia. Inicialmente na versão CDMA (ou seja, apenas nos EUA), o Pre e o novo sistema operativo WebOS deverão revolucionar novamente o mercado da mobilidade. Quando digo novamente, não estou a pensar no iPhone: foi a Palm, em 1996, que introduziu o PDA mais popular de todos os tempos, o Palm Pilot.
No que toca ao WebOS, o blog MobileTechAddicts resumiu de forma eficaz algumas das novidades daquele sistema operativo:
Ao contrário de outras plataformas, o WebOS inclui o Palm Media Sync, capaz de sincronizar com o iTunes, Mac ou PC, para além da possibilidade de usar o modo “mass storage” como um vulgar leitor de mp3 ou pen disk;
Twitter na Pesquisa Universal: O WebOS inclui o “Universal Search”, no fundo um “spotlight” (ou pesquisa para quem usa Windows) que permite procurar informações no aparelho e simultaneamente na internet (no google, google maps, wikipédia, entre outros) que passa a incluir o Twitter nos algoritmos de pesquisa;
Catálogo de Aplicações: à semelhança da AppStore (iPhone) e Windows MarketPlace (Windows Mobile), o Pre terá a sua própria loja de aplicações, comerciais ou gratuitas, baseadas no Palm SDK ou no Palm Synergy (serviço de localização).
Simultaneamente, o Gizmodo publicou um excerto do programa All Things Digital, dos jornalistas do The Wall Street Journal Walt Mossberg e Kara Swisher, precisamente sobre o Palm Pre. De acordo com Roger McNamee e Jon Rubinstein (Palm), o Pre é para aqueles que utilizam intensivamente a internet e precisam de ver as suas informações sincronizadas com a “nuvem”. O WebOS foi desenvolvido com base nesse conceito e todas as aplicações e funcionalidades giram em torno da Internet. “Até o calendário reage aos serviços de localização através da aplicação Fandango”, comentou.
“Mal ou bem, o importante é que falem.” – Esta tem sido a grande máxima para o iPhone, um aparelho extremamente popular, fruto da inteligência e oportunidade da Apple. O iPhone não é um mau equipamento – pelo contrário, é muito bom naquilo que faz – mas não nas áreas onde um verdadeiro “smartphone” tem anos de experiência.
A bem ou a mal, o Palm Pre volta a ser comparado com o iPhone, onde ganha em quase todos os aspectos-chave: multi-touch, interface, sistema operativo e multi-tasking.
Após o sucesso do TG01, um dos terminais mais rápidos do mercado, a Toshiba deixou escapar o “roadmap” de novos equipamentos Windows Mobile a lançar até 2010.
Como podemos observar, os equipamentos TG02 e K01 são interessantes: O primeiro por ser resistente à água e o segundo por ter um ecrã capacitivo – tal como o iphone. Ou seja, um ecrã onde deixa de ser necessário “premir” para sentir mas apenas tocar.
É com imensa satisfação que vejo as novidades diárias sobre a Palm e especialmente sobre o Palm Pre/WebOS. A plataforma parece bem apetecível do ponto de vista do desenvolvimento de software, apetecível para o utilizador e um design verdadeiramente inovador, orgânico e fluido.
Por outro lado, nova plataforma implica sempre dores de cabeça para quem decide mudar: adaptação às novas funcionalidades, descoberta de novos títulos de software, configurações, entre outros. As mudanças são sempre boas, mas para um profissional que não tenha o luxo de poder perder um par de horas a aprender é deveras complicado.
Compatibilidade com o PalmOS 5
A Palm resolveu o problema da adaptação através da emulação do PalmOS 5 Garnet no próprio WebOS. Curiosamente, a acreditar no video abaixo, até corre melhor do que um PDA nativo Palm.
Não acredito que esta solução será permanente, mas enquanto não surgem versões WebOS das suites de software mais conhecidos (a DataViz está a preparar o Documents To Go), a máquina virtual até tem a sua lógica.
Aplicações de terceiros
Por outro lado, mesmo antes da comercialização efectiva do Palm Pre, algumas empresas de desenvolvimento de software aproveitaram a feira de Las Vegas para mostrar algum trabalho, nomeadamente aplicações baseadas no Web 2.0 como o caso da Amazon Music Store, entre outros.
Em resumo, o Palm Pre parece ser uma boa aposta da Palm – e tem de ter sucesso para a boa saúde do fabricante.
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