De acordo com a Apple, os problemas de recepção de sinal GSM do novo iPhone 4 derivam do software e não do design da nova antena exterior.
Dentro de algumas semanas deve ser lançado o iOS 4.0.1 com diversas correcções – incluindo a fórmula de cálculo gráfico do sinal. No entanto, a comunidade de utilizadores do iPhone estão reticentes perante este anúncio: se o problema é de software e de design do medidor de sinal, tal não explica as quebras de ligação quando a antena é tapada pela mão do utilizador.
O TiPb (confesso que não sei o que significam as iniciais, mas é um blog do grupo Smartphones Experts Network) publicou um interessante artigo onde abordam as novas funcionalidades do iOS 4 do ponto de vista do utilizador final.
O iOS4 é a nomenclatura da nova versão do sistema operativo que equipa dispositivos móveis da Apple, nomeadamente o iPhone, iPod e iPad. Apesar da Apple definir a multi-tarefa, ou pastas com programas e mesmo o copy-paste como novas “funcionalidades” – apesar de existirem noutras plataformas desde os primórdios – a grande verdade é que conseguiram implementar as mesmas de forma simples e intuitiva, facilitando a utilização dos equipamentos.
Apesar de Steve Jobs garantir que o iOS 4 possui 1500 novas API’s e funcionalidades, do ponto de vista do utilizador final, salientam-se estas:
Correcção ortográfica
O sistema de correcção do iPhoneOS sempre foi aclamado (embora pessoalmente o dispense), mas a Apple conseguiu implementar bem ao estilo Office Word a correcção de palavras mal escritas. Em caso de erro, o SO sublinha a palavra mal escrita e sugere alternativas (ou guardar).
Substituição de texto
A funcionalidade de “substituição” de texto é fantástica. Caso o corrector de texto mude automaticamente uma palavra, se for detectado um “backspace” o corrector sugere a substituição da palavra pela antiga. Acaba aqui a minha luta com o corrector automático, onde era necessário apagar às vezes toda a palavra e escrever correctamente o pretendido.
Bluetooth
Infelizmente ainda não suporta OBEX (ou transferência de ficheiros) mas já permite parcerias com teclados bluetooth.
Ecrã inicial
São várias as mudanças no ecrã “hoje” do iOS4. A começar com os wallpapers (sim, antes era sempre preto) às notificações de quando um programa está a pedir ao GPS a nossa posição actual.
São usados códigos de cores para informar que tipo de ligação está a ser feita, entre outros ícones informativos. Para um ex-utilizador de windows mobile, quanto mais informação no ecrã inicial, melhor.
Spotlight (pesquisar)
A função de pesquisa ficou agora muito mais poderosa. Se antes permitia encontrar programas, dados, contactos e toda qualquer espécie de informação dentro do aparelho, agora com ligação à internet temos pesquisa online sem abrir o browser. Bem pensado.
Multi-tarefa (finalmente)
A Apple redefiniu como é que a multi-tarefa deveria funcionar, ou a capacidade do SO executar diversos programas ao mesmo tempo. Ao contrário do habitual, onde as aplicações correm literalmente em background (cada uma com a sua % de CPU), a Apple definiu um sistema de notificações locais (antes eram server-based) para permitir algumas funcionalidades daquelas aplicações.
Ou seja, na verdade não temos multi-tarefa no sentido real do conceito, as aplicações são colocadas em modo de espera mas com algumas funções activas. Por exemplo, o Skype. Se o utilizador está a enviar um email, não faz sentido que o SO dispense recursos e permita todas as funções do Skype, mas faz sentido que permita por exemplo chamadas VoIP entre aplicações.
Dentro desde conceito, a Apple desenvolveu mecanismos de “pausa” instantâneos de aplicações (bom para jogos), permite uma série de funcionalidades para as aplicações em background e mostra um sistema de passagem rápida entre aplicações através do botão home.
Messaging
O email está finalmente reunido e com threads. É possível tecer vários comentários sobre isto mas é o que realmente importa: caixa de correio unificada. As SMS contam também com um contador de caracteres e temos uma API que permite o acesso às mesmas através das aplicações.
Folders
Tanta tinta (electrónica) correu sobre os folders: são pastas com programas. A originalidade é que o nome da pasta muda para o tipo de aplicações lá colocadas e fica com um icon engraçado. Existe desde a primeira versão do Windows Mobile, só que com um icon feio (uma pasta) e o nome “new folder” como é característico. Não vejo razão para tanto entusiasmo, se ao menos tivesse um explorador de ficheiros…
O que não foi feito:
Tarefas, categorias no Calendário, Notas e Tarefas…
O sistema operativo da Google para dispositivos móveis, o Android, ultrapassou pela primeira vez o iPhone no primeiro trimestre de 2010. Com uma share de 28%, ainda abaixo dos 36% da RIM, o Android proporcionou a maior subida dos últimos tempos nos EUA.
Por seu turno, o Windows Mobile e a Palm – recentemente adquirida pela HP – continuam o seu caminho descendente pelo menos até chegar oficialmente o novo Windows Phone 7. A estagnação da Apple e do seu iPhone pode ser também explicada pelo “pseudo” anúncio de um novo iPhone em Junho.
No entanto, esta subida do Android não se deve a mãos alheias: a estratégia de licenciamento e ampla oferta de dispositivos fortalecem a plataforma que deve segurar um lugar definitivo no “top 3″ dos sistemas operativos avançados para equipamentos móveis.
Os proprietários do iPhone 3GS com versão 3.1.3 podem finalmente respirar de alívio, existe uma forma muito fácil de fazer o jailbreak untethered (ou seja, não precisa de reaplicar o jailbreak após um reboot). Denominado de Spirit, está disponível para a plataforma Mac e Windows e permite aplicar o jailbreak com um clique no botão.
O jailbreak não deve ser confundido com o unlock, ou a possibilidade de desbloquear o iPhone. O jailbreak permite o acesso a funcionalidades “escondidas” no aparelho e maior personalização da plataforma.
Basta fazer o download do programa, ligar o iPhone via USB ao iTunes e executar o mesmo. O processo demora cerca de 1 minuto. Atenção: o jailbreak via Spirit não resolve problemas em iPhones bloqueados em DFU.
A guerra dos tablet está ao rubro: começou com o anúncio do Slate – um tablet Windows 7 fabricado pela HP – depois com o iPad que celebrou no passado dia 3 de Maio o primeiro milhão de unidades vendidas. Chega a vez da Google mostrar o que o Android é capaz neste domínio.
O aparelho – ainda em desenvolvimento – corre o Android 2.1 e suporta flash de forma nativa como demonstrado nos vídeos abaixo (e que bem ele corre!):
Esta demonstração surge na conferência Web 2.0 Expo, no momento em que um dos responsáveis pela Adobe, Kevin Lynch, explicou que a questão não é entre o HTML 5 e o Flash (que na opinião deste analista têm convivido durante anos em conjunto), mas na estratégia da Apple em eliminar a concorrência ao adoptar um único standard. Kevin Lynch compara aos caminhos de ferro no século 19, onde algumas companhias optaram por carris de diferentes tamanhos, mas reitera que a Adobe não é conivente com esta guerra e que a companhia está a desenvolver as “melhores ferramentas de HTML 5 do mundo”.
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