As opiniões sobre plataformas computacionais sempre geraram acesas discussões entre apoiantes e detractores. Desde argumentos sobre filosofias e formas de utilizar a plataforma e equipamentos, às facilidades da escrita de programas e aplicações, todas as plataformas têm acérrimos protectores.
A grande novidade no mercado da mobilidade foi o Android. Ganhou popularidade e mercado em pouco mais de um ano, tem uma comunidade activa de programadores e a versão 2.3 está aí à porta. Disponível em open-source, alguns fabricantes alteraram a interface e alguns aspectos da usabilidade, nomeadamente a Samsung com o TouchWiz, LG e a HTC com o seu Sense. Em termos de desenvolvimento de aplicações, as ferramentas são gratuitas e estão disponíveis para download.
Para o utilizador final, o que significa utilizar o Android? Significa ter acesso instantâneo ao Gmail, Google Contacts e Google Calendar, sincronização instantânea com a web, referências via Google Maps, cruzamento com redes sociais como o Facebook, Twitter e LinkedIn, push mail, acesso ao mercado de aplicações, partilha de acesso à internet e outras funcionalidades avançadas disponíveis noutras plataformas com anos de desenvolvimento.
No entanto, o Android vive de e para a web, pelo que uma experiência completa só está acessível a quem possui plano de dados no seu operador. Em regra, o Android consome 1 a 2 MB de tráfego diário só para sincronizar os contactos e agenda, fora o email. Os dados têm de estar no “Google”, pelo que a sincronização com ambientes como o Outlook implicam sempre a utilização de programas de terceiros ou a utilização do Exchange. Apesar desta possibilidade, a sincronização dos contactos é algo complicada e gera conflitos.
Depois dos dados sincronizados, toda a informação fica concentrada na conta do Google: email, contactos e calendário – acessíveis a partir do PDA. Os dados não são consultados na web – ficam guardados no próprio equipamento – mas a sincronização quando activada permite que estejam sempre actualizados. O suporte de múltiplos calendários é extremamente simples e útil, mas as categorias seriam bem vindas. Os contactos por seu turno usam o conceito de “grupos” invés de categorias.
Uma das falhas mais graves no que toca à gestão de dados no Android é a falta de um programa de tarefas e notas – tal como no iOS – mas compensa com as variadas escolhas no Android Market. Todavia, por mais agradáveis ou úteis que sejam estas aplicações de terceiros, falta uma verdadeira sincronização com o Google.
Em termos de usabilidade, o Android terá provavelmente uma das melhores GUI do segmento: misto de facilidade do iOS com as funcionalidades do Windows Mobile. Interface por gestos e toques, os botões “Home”, “Menu” e “Back” são extremamente úteis e complementam-se com a fluidez do sistema operativo. É sem dúvida fácil de usar, mas ao mesmo tempo poderoso e sempre com a possibilidade de “tweaks” que os power users tanto apreciam.
Se recomendo um Android? Sem dúvida, existem tantos modelos com diferentes “sabores” (eclaír, Froyo), desde 129€ a mais de 600€, para todas as gamas e carteiras.
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