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Como mudar de PDA… sem gastar muito!

Reconheço que no passado olhava com muito espanto as pessoas que mudavam de telefone com frequência – cerca de uma vez de seis em seis meses, algumas vezes até menos – especialmente em tempos de baixo poder de compra. O mais espantoso é que estamos a falar de PDA’s, terminais que custam largas centenas de euros, ou seja, não é algo que se compre sem pesar na carteira.

Actualizando a lista de aparelhos que já me passaram pelas mãos, fiquei surpreendido: em pouco mais de sete anos (2002-2009), já usei onze(!!) terminais diferentes. Isto dá uma média de um PDA por cada 7.6 meses – nem duram um ano.

O truque afinal nem é complicado, basta compreender de facto o mercado.

  1. Antes de mais, começar com terminais usados: para quem nunca usou um PDA antes, o mercado de usados em bom estado é um óptimo recurso. Em caso de arrependimento, a perca não é grande;
  2. Não adquirir topos-de-gama nos dias seguintes ao seu lançamento. Além de “lógico”, garanto que os modelos de topo não têm o dobro da performance dos modelos imediatamente atrás – mas custam o dobro do preço. Recomento esperar e adquirir passados uns bons meses, ou quando o fabricante lançar um modelo mais recente. Exemplo: o Touch Pro baixou cerca de 249€ só por causa do Touch Pro 2, que ainda nem chegou às grandes superfícies;
  3. Usar o PDA com moderação, protegê-lo e guardá-lo. Estamos a falar de um terminal de 300, 400, 500 ou mais euros. Por favor, não os usem como se fossem Nokias de 30€. Bolsa e protector de ecrã são um pequeníssimo investimento face ao preço do aparelho;
  4. Vender enquanto é tempo. Esta é a mais difícil: um aparelho, por mais caro que seja, ao sair da loja desvaloriza imediatamente. É a regra que tem de ser compreendida. Eu sei que custa dar 400€ por um PDA e acabar por vendê-lo a 200, mas isso é porque não se aproveitou as oportunidades. Ou seja, existem pessoas que usam um aparelho durante um ou dois meses e, por uma razão ou outra, decidem vendê-lo por um valor comparável ao terminal novo. Isto é asneira pura e grossa, só alguém muito pouco informado é que “pega” nesses aparelhos. Parabéns, acabaram por vender algo a uma pessoa que dias mais tarde vai arrepender-se e às tantas recusar outros negócios.O truque, por mais “duro” que pareça, é fazer um preço justo. 25% de desconto é um bom valor para começar, mas só se o aparelho estiver em excelente estado (daí o truque nr 3). Se vender o PDA com acessórios, óptimo, 15% ou 10% de desconto face ao valor do terminal original é bom. Desta forma garante um negócio rápido (fica apenas uns dias à venda – com descontos os compradores “pegam” logo), onde o comprador fica satisfeito e às tantas recomenda-o a outras pessoas – especialmente útil nos fóruns.Se o aparelho tem mais de seis meses, bem, consulte o mercado, veja a “concorrência” a quanto está a oferecer pelo mesmo aparelho e pondere o valor.
  5. Agora a parte mais difícil: para trocar de PDA por pouco tem de encontrar equilíbrio entre a “boa” altura para vender e a “óptima” para comprar – nomeadamente campanhas de descontos ou novos modelos. Isto terá de ser equacionado antes da notícia se tornar pública, caso contrário os compradores vão exigir – e com razão – um preço mais baixo. Se isso implica andar de nokia durante um mês, paciência.

Boas compras e vendas.

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