Como tirar boas fotos com um PDA
É de senso comum que a câmara fotográfica de um PDA ou telemóvel (com excepção talvez alguns Nokia e SonyEricsson) não se pode comparar à qualidade, nitidez e controle de uma câmara fotográfica “normal”.

São várias as razões, inicialmente o argumento era que as câmaras normais tinham um sensor CCD (agora a grande maioria usa CMOS – a mesma tecnologia das câmaras de telemóvel), depois as lentes, electrónica e outros detalhes técnicos. Ora, na verdade, a qualidade e resultado final não é comparável pelo conjunto de todos esses argumentos, não só de um ou outro. O sensor é CMOS, mas é pequeníssimo comparativamente ao sensor de uma máquina fotográfica dedicada. Como as câmaras dos telemóveis apresentam resoluções consideráveis na ordem dos MP, tal concentração numa pequena área é directamente proporcional ao ruído da imagem; O outro argumento é a lente: as máquinas dedicadas têm lentes muito mais luminosas, de vidro óptico, multi-elementos, com foco variável e inclusive Zoom nas de média gama. Além disso são maiores, o que permite um fluxo maior de fotões; Em último lugar, as câmaras dedicadas têm electrónica e software de controlo de exposição muito mais apurado do que um telemóvel e sobre isso o utilizador nada pode fazer, inclusive porque nunca vi um telemóvel com controle de exposição!
Em resumo, penso que uma câmara fotográfica de um telemóvel dificilmente alcançará a qualidade de uma máquina dedicada…
Mas podemos melhorar as coisas..!
O que fazer para tirar boas fotografias:
- Tirar fotografias a cenas com LUZ! As câmaras dos telemóveis são limitadas, com lentes pequenas e um sensor minúsculo “dopado” para ganhos elevados. Para evitar o ruído (que aparece quando o ganho tenta compensar a falta de fotões) a única forma é fornecer muitos fotões ao sensor. Muitos fotões = baixo ruído (e até permite tirar fotos em movimento derivado do curto tempo de exposição);
- Infelizmente, a luz é também um dos factores fora de controle do fotógrafo (as câmaras dos telemóveis não têm um “flash” digno desse nome), pelo que vão aparecer situações onde a luz é pouca e o ruído/trepidação é muito. A solução é tirar a fotografia enquanto se segura solidamente no PDA com ambas as mãos, premir suavemente o botão de disparo e aguardar o tempo que for necessário para a focagem (nos modelos com auto-focus) e exposição. O problema é que o motivo a fotografar pode mover-se, mas nada que um “quieto” não resolva (depende da situação);
- Não usar zoom digital. Ponto final. O zoom digital simplesmente pega na fotografia com máxima resolução e “corta” uma pequena área da mesma. É preferível usar a máxima resolução e qualidade do aparelho e depois fazer a edição e corte num programa de imagem do que deixar a máquina fazê-lo;
- Não usar resoluções interpoladas. Alguns PDA’s permitem tirar fotografias com uma resolução mais elevada do que a disponível no sensor. O que o aparelho faz é simplesmente introduzir píxeis na imagem onde eles não existem, aumentando a resolução final. Se for mesmo necessário, façam-no num programa de edição de imagem, com múltiplos algoritmos de interpolação e não no software do telemóvel;
- Evitar grandes planos. A baixa resolução, nitidez e qualidade das câmaras de telemóvel não são compatíveis com cenas de paisagens com muitos detalhes e cores. É preferível aproximar-se do motivo a fotografar e tentar sempre que possível preencher todo o campo;
- Fazer tratamento das imagens. Algumas fotografias ficam com qualidade aceitável depois de um ajuste no brilho, contraste e saturação. No final convém fazer um unsharp mask. Recomendo o Paint.NET ou o GIMP, ambos freeware, ou o Paint Shop Pro ou Photoshop (este último é muito caro e destinado a profissionais).
Exemplo de fotografia com o TyTN II:

(ver maior aqui)
Post baseado no artigo da WMExperts.








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